segunda-feira, 2 de maio de 2011

Chocolate com Pimenta

 “Não acreditem que o chocolate seja um substituto do amor. O amor é que é um substituto do chocolate.”
Miranda Ingram, jornalista inglesa
Maior coelho de chocolate do mundo
Se você acha que é só Manoel Carlos que consegue prolongar uma data comemorativa à exaustão (as comemorações de Natal de Viver a Vida duraram quase uma semana e a noite de ano-novo ocupou quatro capítulos, lembra?), precisa conhecer o Natal em Luz, evento em Gramado que em 2010 foi de 4 de novembro a 16 de janeiro, criado para compensar a falta de turistas durante os meses em que não há o famoso festival de cinema. Durante esses três meses, há eventos todos os dias: manhã, tarde e noite, e vários são gratuitos. No entanto, os mais legais são pagos, como os desfiles de carros alegóricos e as apresentações de musicais e cantores de ópera. Esses dois últimos eu vi, mas dei meu jeito de assistir de graça. O musical A Fantástica Fábrica de Natal acontece em um grande terreno que fica abaixo e ao lado de uma estrada. O que eu e várias pessoas que não queriam pagar nem R$50,00 nem R$200,00 (valor que varia conforme o assento que se escolhe) fizemos foi assistir ao espetáculo da beira da estrada, de onde tínhamos praticamente a mesma visão de quem estava na última fila do ingresso mais barato. Para o espetáculo Nativitaten, que acontece à beira do lago Joaquina, porque as águas “dançam” ao ritmo da música, fiz o mesmo. E tinha uma visão excelente. Os pagantes estavam a poucos metros da minha frente, sem tapar minha visão. Realmente, para esses dois shows, paga quem está com dinheiro sobrando ou simplesmente não quer assistir de pé.
Vila de Natal
Apesar de toda beleza, uma coisa que me incomodou em Gramado e me incomoda em cidades que vivem exclusivamente do turismo (Paraty-RJ é outra) é que a gente não vê as raízes do lugar, não vemos o povo. São várias lojas e hoteis no mesmo quarteirão, todo mundo conversa com você com cara e tom de voz de aeromoça da Azul, parece que a gente está num grande shopping center. Mas é só encarar como um tipo diferente de turismo.
Lago Negro, um dos principais pontos turísticos

Touro na Avenida das Hortênsias, tipo de lugar onde todo turista tira foto.
A cidade também tem outros eventos durante o ano com a mesma função (sempre atrair turistas), como a Festa da Colônia, em março, e A Páscoa em Gramado, que começa um mês antes da Páscoa. Não importa em que época você for, dá pra se ver um resquício de Natal e Páscoa em alguns lugares da cidade e conhecer as fábricas de chocolate, abertas à visitação o ano todo. Nas fábricas sempre é possível degustar uns pedacinhos. Em algumas lojas também. Pra comer de graça, eu entrava em alguma loja, pegava um pedacinho de chocolate ao leite e outro branco, dava uma olhada nos produtos com cara de quem ia comprar algo, e saía em seguida. Em algumas eu acabava comprando, porque encontrava alguns sabores exóticos, como trufa de tequila e chocolate com geleia de pimenta. Uma dica que dou é de conhecer todas as fábricas possíveis, porque cada uma tem uma dinâmica e todas são de graça. Na Prawer, por exemplo, os visitantes caminham entre os funcionários, mas não podem fotografar. Em outras, como a Lugano, Floryball e Planalto, podemos observar a fabricação através de uma vidraça. E no Mundo Encantado do Chocolate, um museu interativo com entrada a R$5,00, convertido em consumação na loja, conta a história do chocolate. É nela que se encontra o maior coelho de chocolate do mundo. Gravei uma funcionária de lá fazendo lâminas de chocolate. Assista:
Fábrica de chocolates Lugano
Por falar em museus, Gramado tem vários, mas só o Museu do Perfume é gratuito. Nos outros você pagará algo entre R$5,00 e R$30,00. Esse é o preço do Museu de Cera, por exemplo. Acredite, a entrada do Museu de Cera de Nova York é mais barata. Se você também gosta muito de museus, acho que irá gostar do blog da minha amiga Maria Isabel Leite, http://www.repensandomuseus.blogspot.com/
Museu do Perfume, único gratuito
A cidade é cara, mas sempre há um jeito de economizar. Na primeira vez que fui lá, em novembro de 2010, fiquei em um albergue com diária de R$50,00. Na segunda, no Carnaval deste ano, descobri o Camping Gramado, sem direito a café e tendo de levar minha roupa de cama, mas a diária era de R$15,00. Se você levar a sua barraca para acampar, pagará mais barato ainda. Daí, levei uns miojos e me virei bem por três dias. Não importa quando você for, a cidade é atraente em qualquer época do ano. E o Carnaval de Gramado acontece todo em clubes, parecia que eu estava lá em outro tipo de feriado. Os únicos tamborins que ouvi foram de um desfile que umas crianças do projeto social Esporte dá samba, da Prefeitura de Porto Alegre, fizeram na terça à tarde, na Rua Coberta. Pertinho de Gramado, a custo de R$2,00 de ônibus, está Canela. Falarei dela na postagem de novembro. Até lá!
Lago Negro na primavera.

Lago Negro no verão.

Lago Negro no inverno.

Um comentário:

  1. adorei, Atila. vou ler tudo depois e depois te conto hheheh beijocas

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